quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Aula: Concepções de ensino de Língua Portuguesa





Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
Disciplina Didática da Língua Portuguesa – EDD361
Professor Doutor Marcelo Macedo Corrêa e Castro
Aula: Concepções de ensino de Língua Portuguesa
Texto 1:  SOARES, Magda. Concepções de Linguagem e o ensino de Língua Portuguesa. IN:
BASTOS, Neusa B. (Org.). Língua Portuguesa: história, perspectivas e ensino. São Paulo, EDUC, 1998.

1.Perspectiva    da própria ciência
                               Psicológica
                               Política
                               Social
                               Cultural
                               Histórica
                               Sociopolítica
2.Até os anos 1950 - Ensino restrito às elites.  Reconhecimento das normas e regras. Contato com textos literários. Antologias e gramáticas escolares. Língua como sistema.
3.Anos 1960/70 – Democratização da escola pública: aumento da oferta de vagas e ingresso nas escolas de estudantes de camadas diversas, especialmente as populares. Planos de desenvolvimento da ditadura civil-militar. Lei 5692/71. Língua como instrumento de comunicação. Teoria da Comunicação. Área de Comunicação e Expressão.
4.Anos 1980 em diante – Redemocratização do país. Linguística, Sociolinguística, Psicolinguística, Linguística Textual, Pragmática, Análise do discurso. Língua como enunciação, discurso. Alfabetização e letramento. Construtivismo. Psicogênese da escrita. Tendência sociointeracionista.

Texto 2: BAGNO, Marcos. Esplendor da língua, miséria da gramática. Revista Práticas de Linguagem. v. 2, n. 2, jul./ dez. 2012. Juiz de Fora. Universidade Federal de Juiz de Fora/Faculdade de Educação, 2012. Disponível em <www.ufjf.br/praticasdelinguagem>

1. A limitação do foco de análise à frase/oração

2. A drástica restrição do conceito de “língua” exclusivamente à escrita e, mais restritamente, à escrita literária e

3. A metodologia arcaica de análise de uma língua viva como se fosse uma língua morta,

4. O explícito compromisso ideológico com as camadas dominantes da sociedade

5. A construção desse modelo artificial de língua “certa”

6. A atitude eminentemente prescritiva

7. O emprego de um instrumental de análise que já vem pronto e acabado



Texto 3: Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos carabineros. Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores:
Não vou renunciar!
Colocado numa encruzilhada histórica, pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos. Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.
Neste momento definitivo, o último em que eu poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que lhes ensinara o general Schneider e reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará esperando com as mãos livres, reconquistar o poder para seguir defendendo seus lucros e seus privilégios.
Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças.
Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma sociedade capitalista.
Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.
Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A historia os julgará.
Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranqüilizar, mas tampouco pode humilhar-se. Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino.
Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se.
Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
Viva o Chile!
Viva o povo!
Viva os trabalhadores!
Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição. (Salvador Allende, 11 de setembro de 1973)

Texto 4: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, mesmo que a terra seja retirada debaixo de nossos pés, que as montanhas sejam levadas até o oceano", (Salmo 46 da Bíblia). "Deus está conosco. Sabemos que houve guerras, que há guerras, e sabemos que ainda assim Deus será sempre exaltado entre as nações."
Elas [as novas gerações]vão se lembrar que nós superamos a escravidão, a guerra civil, o fascismo, a recessão, os motins, o comunismo e, sim, o terrorismo.
Estes últimos 10 anos têm mostrado que os Estados Unidos não cederam ao medo. Nossos estádios estão cheios de espectadores e nossos parques repletos de crianças que jogam bola. Esta terra mantém o otimismo daqueles que foram enviados a lugares distantes e com os valores daqueles que morreram pela liberdade humana. (Barak Obama, 11 de setembro de 2011)

Próxima aula (18/9): BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa Secretaria de Educação Fundamental., Brasília, 1997.144p.
Ler até o final do item Aprender e ensinar Língua Portuguesa na escola.









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