Universidade Federal do Rio de
Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências
Humanas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
Disciplina Didática da Língua
Portuguesa – EDD361
Professor Doutor Marcelo Macedo
Corrêa e Castro
Aula: Leitura
II Encontro Aberto
Convidada: Cesar Cardoso
(escritor)
Tema: A experiência de escrever
literatura infantil e juvenil
Texto: A
baposa e o rode (Millôr Fernandes)
Por um asino do destar uma
rapiu caosa num pundo profoço do quir não consegual saiu. Um rode, passi por
alando, algois tum depempo e vosa a rapendo foi mordade pelo curiosidido.
"Comosa rapadre" - perguntou -
"que é que esti fazá aendo?" "Voção entê são nabe?"
respondosa a mapreira rateu. Vai em a mais terreca sível de teste a histoda do
nordória. Salti aqueu no foço deste pundo e guardarar a ei que brotágua sim pra
mó. Porér, sem vocem quisê, como é mau compedre, per me fazia companhode".
Sem pensezes duas var, o bem saltode tambou no pundo do foço. A rapente,
imediatamosa, trespostas nas cou-lhes, apoifre num dos chides do bou-se e salfoço tora do fou,
enquava berranto: "Adadre, compeus".
Moral: Jamie confais em quá
estade em difuldém.
Depoimentos de
escritores brasileiros contemporâneos
Que infelizes, esses que não gostam de ler ficção!
Leio sobretudo ficção e poesia (Jorge Amado)
Ler e escrever eram formas de ultrapassar os limites
e os constrangimentos da infância (Otto Lara Resende).
Na verdade, li muito numa certa época, mas mesmo
esse muito foi sempre menos do que os outros(...)A simples descoberta, por
exemplo, de que se pode pensar com a própria cabeça, independente dos juízes de
autoridade, vale por todas as universidades e por todas as bibliotecas (Raduan
Nassar).
(...) aprendi a ler muito cedo, sem quase saber que
estava lendo. E ouso afirmar que as verdadeiras influências na minha formação
foram Camões e o Tico-Tico (...) Há uma época de ler e uma época de reler, como
diria o Eclesíastes. Agora, para descanso, estou na época de desler (Mário
Quintana ).
Por volta dos onze, doze anos eu já gostava muito de
ler. Não havia televisão naquele tempo, não é? Gostava principalmente de livros
de aventuras, o que me despertava vontade de escrever histórias iguais. Quando
contava a algum amigo uma história que havia lido, costumava inventar muito por
minha conta (Fernando Sabino).
Eu tenho uma inaptidão auditiva completa, mas sou
muito visual e aprendi as letras com muita facilidade (...) Portanto, desde que
me entendo por gente, tenho um livro ou um lápis na mão. Eu me lembro de um detalhe:
cada vez que meu pai comprava livros de História, de Geografia, de Química,
para eu estudar durante o ano, eu lia tudo de um fôlego só, por pura
curiosidade. Não sabia nada de Química e lia aquele troço todo, do princípio ao
fim, pelo prazer de ler (João Cabral de Melo Neto).
Suposições
1.Lia-se muito mais antes da existência da
televisão e dos computadores pessoais.
2.O bom leitor escreve bem.
3.Os clássicos têm um valor inquestionável.
4.Asseguradas condições favoráveis à sua
realização, a leitura torna-se uma atividade interessante.
Provocações
1.Saber
ler é...
2.Saber ler é fundamental
porque...
3.Precisamos saber ler...
4. Eu
mesma/o leio...
Como um romance (Daniel Pennac)
1.O direito de não ler.
2.O direito de pular páginas.
3.O direito de não terminar um livro.
4.O direito de reler.
5.O direito de ler qualquer coisa.
6.O direito ao bovarismo.
7.O direito de ler em qualquer lugar.
8.O direito de ler uma frase aqui e outra ali.
9.Odireito de ler em voz alta.
10.O direito de calar.
Segundo Trabalho para
avaliação (para o dia 30 de outubro de 2013)
Descrição:
Trabalho em grupo, a ser realizado parcialmente em
sala de aula. Cada estudante deverá trazer para a aula do dia 23/10 um texto de
literatura que considere adequado para trabalhar com alunos do terceiro ou quarto
ano do ensino fundamental. A escolha do texto deverá estar justificada com base
em dois aspectos: a qualidade do texto em termos não só do seu valor literário,
como também por seu potencial de leitura
por parte dos alunos, e a sua relação com o programa de língua portuguesa da
série em questão. Serão formados grupos com um mínimo de três e um máximo de
cinco estudantes. As propostas de cada um serão examinadas por todos, a fim de
se indicar até dois textos e suas respectivas justificativas. No dia 30/10, os
grupos apresentarão os resultados de suas discussões. A apresentação será feita
oralmente, dispondo cada grupo de quinze minutos para apresentar seu trabalho.
Referências
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. RJ, Nórdica, 1991.
PENNAC, Daniel. Como um romance. Rio de Janeiro, Rocco, 1998.
VAN STEEN, Edla. Viver & escrever. V.1. Porto Alegre, L&PM, 1981.
VAN STEEN, Edla. Viver & escrever. V.1. Porto Alegre, L&PM, 1981.
VAN STEEN, Edla. Viver & escrever. V.2. Porto Alegre, L&PM, 1982.
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