Universidade Federal do Rio de
Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências
Humanas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
Disciplina Didática da Língua
Portuguesa – EDD361
Professor Doutor Marcelo Macedo
Corrêa e Castro
Bases Conceituais: Coerência
e Coesão
Proposições
2.1 Elias e Koch (2011) > Coesão
referencial e coesão sequencial
2.2
Halliday e Hane > Mecanismos de coesão:
referência, substituição, elipse, conjunção, coesão lexical.
3.
6. Marcuschi (2008)
Os
processos de coesão dão conta da estruturação da sequência [superficial] do
texto (seja por recursos conectivos ou referenciais); não são simplesmente
princípios sintáticos. Constituem os padrões formais para transmitir
conhecimentos e sentidos (p. 99).
Hipótese sociointerativa (competências
linguísticas) > Conhecimentos pessoais e enciclopédicos; capacidade de
memorização; domínio intuitivo de um aparato inferencial; partilhamento de
conhecimentos circunstanciais; partilhamento de normas sociais; domínio de
tecnologias de vários tipos (p.101).
7. Marcuschi (2008)
Para Beaugrande (1980: 19), a
coerência subsume os procedimentos pelos quais os elementos do conhecimento são
ativados, tais como a conexão conceitual. A coerência representa a análise do
esforço para a continuidade da experiência humana. Isso significa que há uma
distinção bastante clara entre a coesão como a continuidade baseada na forma e
a coerência como continuidade baseada no sentido (p. 119).
Para
Charolles (1983), a coerência pode ser vista como “um princípio da
interpretação do discurso” e das relações humanas de modo geral. Ela é o
resultado de uma série de atos de enunciação que se encadeiam sucessivamente e
que formam um conjunto compreensível como um todo (p. 121)
Beuagrande/Dressler (1981): [A coerência] diz
respeito ao modo como os componentes do universo textual, ou seja, os conceitos
e relações subjacentes ao texto de superfície são mutuamente acessíveis e
relevantes entre si, entrando numa configuração veiculadora de sentidos (p.
121).
8. Elias e Koch (2011)
A noção de coerência não se
aplica, isoladamente, ao texto, nem ao autor, nem ao leitor, mas se estabelece
na relação entres esses três elementos.
A
construção da coerência envolve da parte de quem escreve (e também de quem lê)
conhecimentos os mais variados, como, por exemplo, o enciclopédico e o metagenérico.
A
coerência depende também de fatores como a focalização e a seleção lexical
A
coerência não pressupõe, necessariamente, no plano da materialidade
linguística, a ligação entre os enunciados de forma explícita.
A
coerência depende também, em parte, do uso da língua socialmente instituído.
A
construção da coerência demanda conhecimento em certas culturas e épocas quanto
a forma de comportamento.
A coerência pressupõe a manutenção temática,
embora, em certos casos, dependendo da intenção do autor ou do gênero textual,
a fuga ao tema seja utilizada como estratégia mesma de coerência.
9.
11. Referências Bibliográficas
ELIAS,
Vanda M. & KOCH, Ingedore V. Ler e
escrever: estratégias de produção textual. SP, Contexto, 2011.
MARCUCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e
compreensão. SP, Parábola, 2008.
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