terça-feira, 4 de agosto de 2020

PLE - Programa original da discipkian Leitura e Produção Textual - Modalidade de ensino presencial

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Faculdade de Educação

Curso de Pedagogia

Disciplina Leitura e Produção de Textos em Educação

Professor Doutor Marcelo Macedo Corrêa e Castro


Programa Original da Disciplina

                  

             Prezadas/os Estudantes,

 

Este é o programa da disciplina que venho desenvolvendo em turmas com ensino presencial. Está aqui como uma referência para compreender o trabalho proposto. Para o Período Letivo Excepcional foram feitas adaptações, a fim de que a disciplina pudesse ser oferecida com as restrições impostas pela pandemia de COVI-19. A nova proposta está apresentada no tópico Aula 1- Primeira Parte: Apresentação da Disciplina.

 

Ementa: Leitura e escrita como práticas sociais. Contextualização e caracterização geral da produção textual acadêmica. Gêneros textuais acadêmicos predominantes na área de educação. Gêneros de leitura e de escrita solicitados aos estudantes nos cursos de graduação. Condições, estratégias e processos de leitura e de produção textual de gêneros acadêmicos.

 

Objetivos: Com as atividades desenvolvidas nas aulas da disciplina, pretende-se que os estudantes:

(1)     aumentem seus conhecimentos acerca das práticas sociais de leitura e de escrita;

(2)     reconheçam as principais características da produção textual acadêmica;

(3)     reconheçam as principais características dos gêneros acadêmicos de maior circulação na área de educação;

(4)     desenvolvam estratégias de leitura e de produção dos gêneros acadêmicos solicitados em seus percursos de formação.

 Conteúdos:

1.       Práticas sociais de leitura e de escrita

a.       Sentidos da escrita

b.       Relações entre leitura e escrita

2.       Produção textual acadêmica

a.       Gêneros acadêmicos: leitura

b.       Gêneros acadêmicos: produção escrita

3.       Textos acadêmicos da área de educação

a.       Gêneros mais frequentes: leitura

b.       Gêneros mais frequentes: escrita

4.       Ler e escrever

a.       Condições de produção da leitura e da escrita

b.       Estratégias e processos de leitura

c.        Estratégias e processos de escrita

 

Metodologia: A disciplina será desenvolvida com base em dois focos: as relações dos estudantes com a leitura e a escrita, considerando-se não só as suas experiências no âmbito acadêmico, e as demandas específicas de leitura e produção textual oriundas do processo de formação no ensino superior. Pretende-se também que os estudantes desenvolvam suas capacidades de leitura e escrita a partir de um movimento de inserção teórico-prática em processos de investigação. Para tanto, além das práticas de leitura e de produção textual solicitadas a todos, será proposto a cada estudante que desenvolva um projeto individual de escrita, de forma a defrontar-se com as situações reais da leitura e da escrita acadêmica sob a perspectiva do investigador.

 Avaliação: Para a avaliação serão considerados o cumprimento do disposto na legislação acerca da frequência, bem como a realização dos trabalhos específicos que venham a ser solicitados.

 Bibliografia

 COSTA, Deborah & SALCES, Claudia D. de. Leitura e produção de textos na universidade. Campinas:São Paulo, Editora Alínea, 2013.

DIONÍSIO, Maria de Lourdes e FISCHER, Adriana. Perspectivas sobre Letramento(S) no Ensino Superior: Objetos de Estudo em Pesquisas Acadêmicas. ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO - PPGE/ME FURB ISSN 1809-0354 v. 6, n. 1, p. 79-93, jan./abr. 2011.

FIAD, Rachel. A Escrita na Universidade. Revista da ABRALIN, v. Eletrônico, n. Especial, p. 357-369. 2ª parte 2011. Disponível em: <www.abralin.org/revista/RVE2/14v.pdf>. Acesso em: 25 de julho de 2015.

KROKOSCZ, Marcelo.  Abordagem do plágio nas três melhores universidades de cada um dos cinco continentes e do Brasil.  Revista Brasileira de Educação v. 16 n. 48 set.-dez. 2011. P. 745-768.

MARINHO, Marildes. A escrita nas práticas de letramento Acadêmico. Revista Brasileira de Linguística Aplicada. Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 363-386, 2010.

MOTTA-ROTH, Désirée. E HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.

 STREET, Brian. Academic Literacies approaches to  Genre?*Abordagens de gênero para letramentos acadêmicos? Brian King’s College London   Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 347-361, 2010.

 SEVERINO, Antonio José. Metodologia do trabalho científico. 23a ed. São Paulo: Cortez, 2007.

 VAL, Maria das Graças Costa. Redação e textualidade. 3ª ed. SP: Martins Fontes, 2006.

 

terça-feira, 9 de abril de 2019

Norma e variação na Língua Portugesa: textos e provocações


Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
Disciplina Didática da Língua Portuguesa – EDD361
Professor Doutor Marcelo Macedo Corrêa e Castro
Norma e Variação na Língua Portuguesa
1. Laudo de exame de Campimetria de Goldman
Conclusão: O paciente acima referido, submetido à avaliação de Campimetria de Goldman revelou em olho direito para isópteras, III/I, III/2, III/3 e V/4 e no olho esquerdo para III/2, III/3, III/4 e V/4: Em olho direito, Escotometria central vazia. M C normal em tamanho e forma para III/I. Sensibilidade retiniana dentro da normalidade. Em olho esquerdo, escotoma absoluto centrocecal com inclusão M C. Depressão de isópteras centrais em campo nasal e quadrante temporal superior, com severa contração (V/4) nestes. Boa fixação com resposta satisfatória.
2. Trecho de Antigamente, crônica de Carlos Drummond de Andrade, publicada em Caminhos de João Brandão (Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2016).
I- ANTIGAMENTE, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficava longos meses debaixo do balaio. E levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. As pessoas, quando corriam, antigamente, era de tirar o pai da forca, e não caíam de cavalo magro. Algumas jogavam verde para colher maduro, e sabiam com quantos paus se faz uma canoa. O que não impedia que, nesse entrementes, esse ou aquele embarcasse em canoa furada. Encontravam alguém que lhes passava manta e azulava, dando às de Vila-diogo. Os idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a fresca; e também tomavam cautela de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas de altéia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas, e até em calças pardas; não admira que dessem com os burros n'água.
3. Regionalismos: Umborimbora (N) – Alçar a perna (S) – Varapau (NE)
4. Variações: Nóis foi pescar[1].  A gente foi pescar. A gente fomos pescar. Nós fomos pescar1.
5. Economês: GESTÃO ATIVA - A gestão ativa de investimento é definida como aquela cujo objetivo é obter rentabilidade superior à rentabilidade do índice de referência utilizado (benchmark), mesmo que para isso seja necessário, por vezes, incorrer em níveis de risco de mercado superiores ao risco de mercado do benchmark. Os gestores ativos não acreditam na eficiência do mercado (ou acreditam parcialmente) e, por essa razão, crêem que é possível "ganhar" sistematicamente do índice de referência. Por exemplo: um gestor ativo de renda variável que tem como proposta obter rentabilidade superior ao Ibovespa, mesmo que para tanto o risco de mercado da carteira por ele gerida seja superior ao risco de mercado do Ibovespa, ou, um gestor ativo de renda fixa que tem, como proposta, obter rentabilidade superior ao CDI[2].


1.       IN: POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras:ALB, 1996.
2.       Disponível em http://www.abcdodinheiro.com.br/p/economes.html Acesso em 25 de abril de 2018.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Orientações para elaboração do trabalho sobre conteúdos de Língua Portuguesa e o seu ensino


Universidade Federal do Rio de Janeiro
Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
Departamento de Didática
Disciplina: Didática da Língua Portuguesa
Código: EDD 361 (4 créditos – 60 horas semestrais)
Professor Dr. Marcelo Macedo Corrêa e Castro

Trabalho de grupo – Instruções básicas

Tema: Um conteúdo de Língua Portuguesa previsto para ser ensinado no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, excluídos os que dizem respeito especificamente á Alfabetização.
Referências para a escolha do tema: Documentos de orientação curricular, tais como PCN, DCN, BNCC, Orientações Curriculares da SME/RJ e Projetos político-pedagógicos de escolas.
Tarefa: (1) Estudar o tema, em livros de referência, a fim de dirimir dúvidas relacionadas ao domínio do conteúdo; (2) Estudar como o conteúdo escolhido vem sendo trabalhado nas escolas; (3) Apresentar uma leitura crítica desse trabalho e/ou uma proposta para que o conteúdo em questão seja trabalhado adequadamente.
Referências para realizar a segunda parte da tarefa (2): Livros didáticos e outros materiais que estejam efetivamente sendo usados em turmas do EF, professores que tenham atuação no ciclo em questão e observação direta de práticas de ensino do conteúdo estudado.
Organização dos grupos: Os grupos deverão ter no máximo quatro integrantes.
Apresentação dos trabalhos: Os trabalhos serão apresentados oralmente pelos grupos e, após essa apresentação, serão enviados por escrito, por meio eletrônico, em arquivos de Word ou PDF, para o endereço marcelocorreaecastro@gmail.com. O foco da apresentação deve estar em relatar o estudo feito e em apresentar questões e encaminhamentos ligados ao ensino de Língua Portuguesa. O professor atribuirá uma nota para o trabalho, e não para cada integrante do grupo.
Período: De 29 de maio a 10 de julho, ressalvando-se que as datas de 3 e 10 de julho podem não ser ocupadas.